Follow by Email

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Poema que fiz: Nos liberte

Uma viagem começou
Sobe a terra molhada um terreno abandonado
Uma cerca de arame impedi alguns sonhos
O céu estrelado, ele já foi o teto para minha casa.
Por alguns segundos em silêncio
Vejo o passar da noite virar música para meus ouvidos
Os animais não pouparam seu canto
Foi o cobertor para eu não me sentir mais sozinho.
Já pensei em pular do alto de uma cachoeira
E não senti medo se lá no fundo do rio houvesse rochas
Pra me machucar não precisa ser apenas rochas pontiagudas
Basta ter palavras bonitas, escondidas em mentiras, para conquistar um objetivo ou uma saída.
Uma bandeira no alto do mastro
Pinturas e desenhos sobre os muros
Nunca ganhei uma medalha
Mas já ajudei alguém que passou fome, foi iludido.
Logo eu que nunca tive oportunidades
As vezes vejo a cidade ficar preta e branca
A minha vontade sempre foi pintalá de dourada, para lhe dar vida
Para que a mudança não se torne longa.
O meu combustível é acreditar
O que me mantém em pé é lutar
O mundo deveria ser de todos
Mas ainda há correntes que nos prendem e vem a nos machucar.
A água para refrescar a sede devia ser dividida
É como se o sol um dia tivesse preço
Eu olho para ambos todos os dias
Mas você ainda continua colocando selos.
Sua gravata lhe trouxe poder
Sei que quando acorda, sempre tem alguém para te abraçar
Não fico com inveja
Apenas espero, espero que chegue o dia que seu poder vire a cura para nos libertar.
Um mundo aonde usar gravatas, ter um lindo carro, ser simpático
Não lhe dê o direito de tirar o meu abraço
Pois eu todos os dias o renego
Renego a doença do mundo, eu só quero que todos sejam iguais, sejam livres, sem tirar o que é nosso.
O que é nosso sempre existiu
E você pode ver
Igualdade seria a mais bela saída
Onde todos em paz poderiam viver.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Poesia que fiz: Vento na janela

O vento chega
O vento já se foi
No rosto algumas cicatrizes que ele deixou

O fruto no alto de uma árvore
O fruto lá no chão
Só não sobrevive aquele que perdeu a razão

Quando for chorar
Lembre que existe o amor
Lembre de amar quem te ajuda com a dor

O suor no inverno
Ou até mesmo o frio no verão
O que não pode faltar é a alegria no coração.

O mundo é dos espertos
E o esperto escolheu viver sem chorar em vão
Ele descobriu que a vida é muito mais que um perdão

É dar valor ao pouco que tem...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Poema que fiz: Amizade

Amizade

Quantas vezes você já chegou em casa
E apenas quiz que o mundo acabasse?
Ouvia a campainha tocar de sua casa
E era aquele sentimento como se um anjo chegasse.
Sorriso estampado no rosto
Como se os problemas nunca tivessem existido
O tão pouco, era muito
E viver realmente já fazia sentido.
Seus pais sempre dormiam cedo
Mas você ligava a TV, botava um filme,a noite se transformava em pouco tempo pra tantos segredos.
Você não tinha apenas um lar
Você não tinha apenas que proteger a si mesmo
Você achava lindo dividir as coisas que tinha
Você nunca estava contente, sem ver que seu amigo estava ao seu lado.
O maior presente era saber que, no outro dia você iria viver uma nova aventura.
Você adorava brincar na rua e quando sua família te chamava pra voltar cedo para casa, você ficava furioso.
Dividia sentimentos, lágrimas, gargalhadas e até mesmo roupas sem cobrar nada.
E ai de quem tentar enfrentar, encostar, machucar, brigar com seu amigo.
O Abraço melhorava seu dia.
Você seguia em frente, não sabia aonde o caminho te levaria.
Olhava pro lado, enxergava seu amigo e já estava tranquilo.
Quem nunca teve um amigo, dois amigos, milhares de amigos?
O importante sempre foi os verdadeiros.
Eu te garanto.
Uma amizade verdadeira ''salva vidas''.

Feliz dia do amigo

domingo, 9 de julho de 2017

Poesia que fiz: Era uma infância feliz

Ao cair do céu
A chuva se tornou simbola no verão
Entre os pés estava o barro
E a inocência da infância ao desenhar no chão

E o arame cerca a região
De alguém que comprou o medo pra sí
O tempo passou
E meus filhos estão presos seguros aqui

A vida se torna um xadrez
A quem gosta de cafe sem açúcar
No bolso uma folha, nela algo escrito
Queria pedir uma vida justa e segura

O verão voltou
E a rua sombria e vazia
E o que era bonito de torna perigoso
Bons tempos quando as pessoas eram livres e podiam ser crianças.

sábado, 27 de maio de 2017

Poema que fiz: Inverno

Era uma tarde como outra qualquer
O vento batia na janela sem parar
Mas o céu não estava nublado
E a neve sobre o jardim caia tão bela.
No lago se formava um piso luminoso
O vento derrubava as folhas para colorir o chão
Na caixa de correspondência um presente
No sofá eu já estava sentado tomando meu chimarrão.
Não precisa se mover muito para achar a diversão
Mas deixei o meu sangue fervendo para não ter acomodação.
Os acordes já estão sendo feitos no violão
A fogueira só refletindo velhas e novas historias da região.
Não precisa ter dinheiro, roupas novas, nem ser patrão.
Para estar na roda só precisa doar abraços, sorrisos e paixão.
Pois está chegando o inverno, e com ele, algumas brasas, alguns carvões.
Eu adoro, eu amo essa sensação.
Seja bem vindo as nossas casas.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Poesia que fiz: Alguns sonhos têm asas

Alguns sonhos têm asas

Viajou no tempo?
Não, apenas fui dormir
Foi cauteloso?
Claro, eu apenas refleti.

Nele você tenha asas?
Sim, mas eu tive medo de cair
Então por isso acordou?
Não, tive medo de me descobrir.

Corra, volte a dormir
Espere, deixe-me refletir
Esta esperando a hora certa?
Sim, quero voar para a paz e não ter que voltar mais aqui.

Boa noite mente.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Poema que fiz: Saudade dos velhos tempos.

Quando eu andava pela rua, sem ter medo de voltar pra casa, há era tão bom.
Pegava o skate, e fingia que a rua era minha casa, há era tão bom.
Sentava na praça, no fim de tarde, pra escutar o som dos pássaros, há era tão bom.
Corria primeiro que todos pra não deixar o ônibus da escola ir embora, há era tão bom.
Podia pegar o anoitecer, pra subir na casa da árvore, para ver as estrelas, há era tão bom.
Levantava cedo, era o primeiro da fila pra pegar o café, há era tão bom.
Um barzinho na esquina com os amigos há era tão bom.
Entrava no trem, pegava o fone e o celular na mão, para ouvir minha música favorita, há era tão bom.
Fazia chinelos de traves para jogar futebol, e fazia a rua meu estádio de futebol, há era tão bom.
Quando eu era criança, não sabia que armas eram feitas, para muitas vezes machucar pessoas,
há era tão bom não saber disso.
Saudade dos velhos tempos...