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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Poema que fiz: Um novo horizonte

Então eu acordei
Vi que o dia está diferente
Como se tudo tivesse acalmado
Levanto, pego minha xícara favorita
E bebo um café, para me deixar animado.
Passo minhas roupas
Amarro meus sapatos
Fico diante ao espelho
Enxergo algo diferente
Vi que não foi só o dia que tenha mudado.
Passos longa, talvez passos curtos
Já não interessa mais
Hoje será inovador
Já não lembro mais do passado.
Dou bom dia, tarde e noite
Um aperto de mão, um abraço, um sorriso contagiante.
As pessoas estão diferentes
Virou tudo uma canção empolgante.
Sim, eu reclamava de tudo
De tudo, era tudo mesmo
Pense em uma praia, com a água mais clara
Tão clara, que refletia um rosto amargo
A vontade de ir embora era constante.
Eu não sabia o que era ter amigos
Só sabia a hora de ficar sozinho.
Havia uma muralha sobre minha volta
De conselhos, bastava só o que eu acreditava.
E eu acreditava na solidão.
Então aí você chegou
Estava lá o tempo todo
Estava lá de corpo e alma
Então nessa manhã, eu me reconheci no espelho e fiquei aliviado.
Finalmente entendi.
O verdadeiro significado do amor
É começar amar a si mesmo, mais que tudo
Porque só assim estará preparado para fazer alguém feliz e entender a lógica.
Quando estiver preparado para não querer se machucar, não irar machucar mais ninguém.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Poesia que fiz: Vida

Vida

Eu decreto uma lei
A vida passa, e pra trás você ficou
Tudo se vai rápido, só perdi quem não acreditou.

Virou pó, e não virou rei
A vida não tem preço
Aproveite o pouco que tem.

Lamentar virou rotina
Quero tornar realidade tudo que sonhei
Nunca fui covarde, mas no sofá sentei.

Dragões rasgam o céu
A armadura para me proteger do fogo
O dia nunca é igual o outro , acredite, não seja um tolo.

Acredita na rotina
E o medo o acomodou
Acredite, ainda há tempo para realizar seus sonhos.

A vida não é algo para se descartar.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Poema que fiz: Nos liberte

Uma viagem começou
Sobe a terra molhada um terreno abandonado
Uma cerca de arame impedi alguns sonhos
O céu estrelado, ele já foi o teto para minha casa.
Por alguns segundos em silêncio
Vejo o passar da noite virar música para meus ouvidos
Os animais não pouparam seu canto
Foi o cobertor para eu não me sentir mais sozinho.
Já pensei em pular do alto de uma cachoeira
E não senti medo se lá no fundo do rio houvesse rochas
Pra me machucar não precisa ser apenas rochas pontiagudas
Basta ter palavras bonitas, escondidas em mentiras, para conquistar um objetivo ou uma saída.
Uma bandeira no alto do mastro
Pinturas e desenhos sobre os muros
Nunca ganhei uma medalha
Mas já ajudei alguém que passou fome, foi iludido.
Logo eu que nunca tive oportunidades
As vezes vejo a cidade ficar preta e branca
A minha vontade sempre foi pintalá de dourada, para lhe dar vida
Para que a mudança não se torne longa.
O meu combustível é acreditar
O que me mantém em pé é lutar
O mundo deveria ser de todos
Mas ainda há correntes que nos prendem e vem a nos machucar.
A água para refrescar a sede devia ser dividida
É como se o sol um dia tivesse preço
Eu olho para ambos todos os dias
Mas você ainda continua colocando selos.
Sua gravata lhe trouxe poder
Sei que quando acorda, sempre tem alguém para te abraçar
Não fico com inveja
Apenas espero, espero que chegue o dia que seu poder vire a cura para nos libertar.
Um mundo aonde usar gravatas, ter um lindo carro, ser simpático
Não lhe dê o direito de tirar o meu abraço
Pois eu todos os dias o renego
Renego a doença do mundo, eu só quero que todos sejam iguais, sejam livres, sem tirar o que é nosso.
O que é nosso sempre existiu
E você pode ver
Igualdade seria a mais bela saída
Onde todos em paz poderiam viver.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Poesia que fiz: Vento na janela

O vento chega
O vento já se foi
No rosto algumas cicatrizes que ele deixou

O fruto no alto de uma árvore
O fruto lá no chão
Só não sobrevive aquele que perdeu a razão

Quando for chorar
Lembre que existe o amor
Lembre de amar quem te ajuda com a dor

O suor no inverno
Ou até mesmo o frio no verão
O que não pode faltar é a alegria no coração.

O mundo é dos espertos
E o esperto escolheu viver sem chorar em vão
Ele descobriu que a vida é muito mais que um perdão

É dar valor ao pouco que tem...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Poema que fiz: Amizade

Amizade

Quantas vezes você já chegou em casa
E apenas quiz que o mundo acabasse?
Ouvia a campainha tocar de sua casa
E era aquele sentimento como se um anjo chegasse.
Sorriso estampado no rosto
Como se os problemas nunca tivessem existido
O tão pouco, era muito
E viver realmente já fazia sentido.
Seus pais sempre dormiam cedo
Mas você ligava a TV, botava um filme,a noite se transformava em pouco tempo pra tantos segredos.
Você não tinha apenas um lar
Você não tinha apenas que proteger a si mesmo
Você achava lindo dividir as coisas que tinha
Você nunca estava contente, sem ver que seu amigo estava ao seu lado.
O maior presente era saber que, no outro dia você iria viver uma nova aventura.
Você adorava brincar na rua e quando sua família te chamava pra voltar cedo para casa, você ficava furioso.
Dividia sentimentos, lágrimas, gargalhadas e até mesmo roupas sem cobrar nada.
E ai de quem tentar enfrentar, encostar, machucar, brigar com seu amigo.
O Abraço melhorava seu dia.
Você seguia em frente, não sabia aonde o caminho te levaria.
Olhava pro lado, enxergava seu amigo e já estava tranquilo.
Quem nunca teve um amigo, dois amigos, milhares de amigos?
O importante sempre foi os verdadeiros.
Eu te garanto.
Uma amizade verdadeira ''salva vidas''.

Feliz dia do amigo

domingo, 9 de julho de 2017

Poesia que fiz: Era uma infância feliz

Ao cair do céu
A chuva se tornou simbola no verão
Entre os pés estava o barro
E a inocência da infância ao desenhar no chão

E o arame cerca a região
De alguém que comprou o medo pra sí
O tempo passou
E meus filhos estão presos seguros aqui

A vida se torna um xadrez
A quem gosta de cafe sem açúcar
No bolso uma folha, nela algo escrito
Queria pedir uma vida justa e segura

O verão voltou
E a rua sombria e vazia
E o que era bonito de torna perigoso
Bons tempos quando as pessoas eram livres e podiam ser crianças.

sábado, 27 de maio de 2017

Poema que fiz: Inverno

Era uma tarde como outra qualquer
O vento batia na janela sem parar
Mas o céu não estava nublado
E a neve sobre o jardim caia tão bela.
No lago se formava um piso luminoso
O vento derrubava as folhas para colorir o chão
Na caixa de correspondência um presente
No sofá eu já estava sentado tomando meu chimarrão.
Não precisa se mover muito para achar a diversão
Mas deixei o meu sangue fervendo para não ter acomodação.
Os acordes já estão sendo feitos no violão
A fogueira só refletindo velhas e novas historias da região.
Não precisa ter dinheiro, roupas novas, nem ser patrão.
Para estar na roda só precisa doar abraços, sorrisos e paixão.
Pois está chegando o inverno, e com ele, algumas brasas, alguns carvões.
Eu adoro, eu amo essa sensação.
Seja bem vindo as nossas casas.